O movimento cooperativista em Santa Catarina demonstra uma robustez econômica notável, solidificando sua posição como um pilar fundamental para o desenvolvimento do estado. Com um faturamento que atingiu a impressionante marca de R$ 105,7 bilhões, o setor não apenas movimenta a economia local, mas também projeta uma expansão significativa em sua base de associados, visando alcançar 6,6 milhões de pessoas. Essa projeção ambiciosa reflete a crescente adesão e confiança no modelo, que atualmente já impacta diretamente a vida de cerca de 5 milhões de catarinenses, distribuídos em 236 cooperativas ativas em diversas áreas.
A força do cooperativismo em Santa Catarina é celebrada especialmente em datas significativas para o setor, como o Dia Internacional do Cooperativismo. Nessas ocasiões, o Sistema OCESC (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina) assume um papel central na promoção de iniciativas e na conscientização sobre os benefícios e o potencial transformador do modelo. As ações desenvolvidas buscam não só fortalecer as cooperativas existentes, mas também inspirar a criação de novas, ampliando ainda mais o alcance e a diversidade do movimento em todas as regiões do estado. A capacidade de gerar valor compartilhado e promover a inclusão social e econômica é um dos grandes diferenciais que impulsionam essa trajetória de sucesso.
A participação ativa dos cooperados é o cerne desse sistema, que se baseia em princípios de gestão democrática e econômica. Cada associado tem voz e voto nas decisões, garantindo que os objetivos da cooperativa estejam alinhados aos interesses coletivos. Esse modelo de governança, somado à reinvestimento dos resultados na própria comunidade e na melhoria dos serviços, cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento que se reflete na qualidade de vida das pessoas e na sustentabilidade dos negócios.
O faturamento bilionário de R$ 105,7 bilhões do cooperativismo catarinense destaca a magnitude de sua contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB) do estado. Esse volume financeiro robusto evidencia não apenas a capacidade produtiva e de comercialização das cooperativas, mas também seu papel como importantes geradoras de riqueza e emprego em diversas cadeias produtivas. A diversificação dos negócios cooperativistas, que abrange desde o agronegócio até serviços financeiros, saúde e infraestrutura, garante uma base econômica sólida e resiliente, capaz de enfrentar os desafios do mercado e manter um crescimento constante.
A capilaridade do sistema cooperativista em Santa Catarina é impressionante, com cooperativas presentes em praticamente todos os municípios do estado. Essa abrangência geográfica permite que os benefícios econômicos e sociais do modelo alcancem comunidades rurais e urbanas, promovendo a descentralização do desenvolvimento e a valorização das economias locais. O impacto vai além dos números brutos, pois os recursos gerados tendem a circular dentro da própria comunidade, fortalecendo pequenos produtores, comerciantes e prestadores de serviços, e criando um efeito multiplicador positivo para a economia regional.
A meta de expandir a base de associados para 6,6 milhões de pessoas ressalta o compromisso do cooperativismo com a inclusão e a participação social. Atualmente, com 5 milhões de catarinenses já envolvidos, o modelo se consolida como uma ferramenta eficaz para promover a cidadania econômica, oferecendo oportunidades de acesso a serviços e produtos que muitas vezes seriam inacessíveis em formatos de negócios tradicionais. A projeção de crescimento não é apenas numérica; ela representa a ampliação do acesso a crédito, educação, saúde e infraestrutura para um número ainda maior de famílias e empreendedores, contribuindo para a redução das desigualdades sociais e regionais.
O histórico de sucesso do cooperativismo em Santa Catarina é resultado de décadas de trabalho focado na cooperação e na inovação. A capacidade de adaptação às novas realidades de mercado, a adoção de tecnologias avançadas e o investimento contínuo na capacitação de seus membros são fatores cruciais para a sustentabilidade e o crescimento do setor. A visão de futuro do movimento cooperativista catarinense passa pela consolidação de sua liderança, pela expansão para novos mercados e pela contínua busca por soluções que atendam às necessidades emergentes de seus associados e das comunidades onde atuam.
A proatividade na busca por novas oportunidades e a resiliência demonstrada diante de cenários econômicos complexos são características marcantes das cooperativas catarinenses. Elas investem em pesquisa e desenvolvimento, aprimoram seus processos e produtos, e buscam constantemente formas de agregar valor, garantindo sua competitividade e relevância no cenário econômico estadual e nacional. Essa dinâmica de aprimoramento contínuo é um dos pilares para a concretização da meta de 6,6 milhões de associados.
As 236 cooperativas em Santa Catarina operam em uma ampla gama de setores, demonstrando a versatilidade e a adaptabilidade do modelo. O agronegócio, por exemplo, é um dos pilares, com cooperativas que atuam na produção, beneficiamento e comercialização de alimentos, impulsionando a economia rural e garantindo a subsistência de milhares de famílias. Essas organizações desempenham um papel vital na segurança alimentar e na competitividade do setor primário do estado.
No segmento de crédito, as cooperativas oferecem soluções financeiras acessíveis e personalizadas, fomentando o empreendedorismo e o desenvolvimento de pequenos e médios negócios. Elas se destacam por sua atuação próxima às comunidades, compreendendo as necessidades locais e oferecendo um atendimento diferenciado que prioriza o associado. A presença dessas cooperativas é fundamental para democratizar o acesso a serviços bancários e impulsionar a economia regional.
Além disso, há cooperativas atuantes em áreas como saúde, infraestrutura, consumo e educação, cada uma contribuindo de maneira específica para o bem-estar e o progresso da população. A diversidade setorial reflete a capacidade do cooperativismo de se moldar às demandas da sociedade, criando soluções coletivas para desafios variados e promovendo um desenvolvimento mais equitativo e sustentável.
O Sistema OCESC desempenha um papel estratégico na articulação e no fortalecimento do movimento cooperativista em Santa Catarina. A entidade atua na representação institucional das cooperativas, na defesa de seus interesses, na promoção de capacitação e na disseminação das melhores práticas de gestão. Sua atuação é vital para garantir um ambiente regulatório favorável e para fomentar a intercooperação, um dos princípios fundamentais do cooperativismo.
As iniciativas do Sistema OCESC vão desde programas de formação profissional para cooperados e gestores até a organização de eventos que promovem a troca de experiências e o networking entre as cooperativas. Essa estrutura de apoio é crucial para que as organizações mantenham-se atualizadas, inovadoras e alinhadas aos padrões de excelência e transparência, garantindo a confiança de seus membros e do mercado em geral.
Os princípios do cooperativismo – adesão voluntária e livre, gestão democrática pelos membros, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação, intercooperação, e interesse pela comunidade – são a base de sua sustentabilidade e sucesso. Eles garantem que as cooperativas sejam organizações focadas nas pessoas, que buscam não apenas o lucro, mas o bem-estar coletivo e o desenvolvimento sustentável.
Ao promover a participação e a responsabilidade social, as cooperativas contribuem ativamente para a construção de comunidades mais justas e prósperas. A preocupação com o meio ambiente, a ética nos negócios e o compromisso com o desenvolvimento local são inerentes ao modelo, posicionando o cooperativismo como um agente de transformação social e econômica com um impacto duradouro e positivo.
Apesar do cenário promissor, o cooperativismo catarinense também enfrenta desafios, como a necessidade de constante adaptação às inovações tecnológicas, a concorrência em mercados globalizados e a evolução das demandas dos consumidores. Contudo, as perspectivas são bastante favoráveis, com o setor demonstrando capacidade de superação e um planejamento estratégico voltado para a modernização e a expansão sustentável, visando consolidar ainda mais sua relevância no panorama econômico e social do estado.