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Confesso assassino de casal milionário do setor cripto em Dubai morre em prisão russa

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Um detento russo que havia admitido envolvimento no sequestro e brutal assassinato de um casal de milionários do setor de criptomoedas em Dubai foi encontrado sem vida em uma penitenciária na Rússia. Vladimir Dalekin, de 45 anos, morreu enquanto aguardava julgamento pelo crime chocante, que incluiu o esquartejamento das vítimas, em um caso que levantou sérias questões sobre a segurança nas transações de alto valor no mercado digital.

Detalhes do sequestro e brutal assassinato em Dubai

O crime, considerado um dos mais bárbaros no universo das criptomoedas, vitimou Roman Novak e sua esposa, Anna, de 37 anos, uma ex-repórter de televisão. O casal desapareceu em outubro de 2025 nos Emirados Árabes Unidos, e seus restos mortais foram localizados somente no mês seguinte, em uma área desértica.

Vladimir Dalekin (à esquerda) sequestrou e assassinou Roman Novak e a sua esposa, Anna, em Dubai — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

As investigações apontaram que, após serem sequestrados, Roman e Anna foram submetidos a tortura, forçados a testemunhar a agonia um do outro. Posteriormente, seus corpos foram desmembrados, concretados e descartados, evidenciando a extrema crueldade dos perpetradores.

O perfil das vítimas e o elo com a fraude milionária

Roman Novak estava sob investigação por uma suspeita de fraude que teria lesado clientes em aproximadamente US$ 500 milhões (equivalente a R$ 2,5 bilhões na cotação atual). As vítimas desse suposto esquema eram empresários da China e de nações do Oriente Médio, o que adiciona uma camada de complexidade e alto risco ao pano de fundo do assassinato.

O casal havia se dirigido de carro para um encontro em Hatta, no emirado de Dubai, acreditando que se encontrariam com investidores. Contudo, Vladimir Dalekin estava à espreita e orquestrou o sequestro, supostamente com o auxílio de outros dois russos. O trio teria exigido a senha da carteira de criptomoedas de Novak. Ao descobrirem que a carteira estava vazia e após as exigências de resgate não serem atendidas, o casal foi brutalmente executado.

Falecimento do detento e questionamentos sobre a causa

A morte de Vladimir Dalekin ocorreu em 16 de setembro, mas a notícia só foi divulgada publicamente em 16 de outubro. A considerável demora na comunicação do óbito pelo Serviço Penitenciário Federal da Rússia gerou questionamentos por parte da agência East2West, que alertou para a falta de transparência.

A mídia estatal russa afirmou que Dalekin faleceu em decorrência de uma “doença crônica de longa data”. No entanto, não havia registros anteriores ou relatos públicos sobre qualquer problema de saúde do detento, levantando dúvidas sobre a real causa e as circunstâncias de seu falecimento.

O envolvimento de outros russos na trama criminosa

Três suspeitos russos foram detidos por policiais fortemente armados ao retornarem a São Petersburgo, na Rússia, em setembro. As prisões foram realizadas com base em informações fornecidas pela polícia de Dubai, que colaborou na investigação internacional.

Acredita-se que o ex-policial Konstantin Shakht, de 53 anos, seja o mentor por trás do plano. Enquanto Vladimir Dalekin e Yury Sharypov confessaram o sequestro e os assassinatos, Konstantin Shakht, que ainda não foi julgado (assim como Yury), mantém sua inocência. Dalekin, antes de sua morte, havia expressado remorso: “Sinto muito, profundamente, pelo que fiz. Admito plenamente a minha culpa”, declarou ao ser preso.