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Um homem de 24 anos foi preso em flagrante na manhã de 9 de agosto de 2026, em São Paulo, após confessar ter assassinado suas duas filhas, de 3 e 5 anos de idade. Breno de Souza Castro se entregou à polícia na Cidade Dutra e indicou o local onde os corpos das meninas foram encontrados dentro de um veículo na Zona Sul da capital paulista. O crime choca a cidade e expõe o desfecho trágico de um relacionamento marcado por perseguição e ameaças à mãe das crianças.
A mãe das vítimas havia relatado à polícia que sofria intensa perseguição e constantes ameaças do ex-marido, Breno de Souza Castro, desde a separação do casal, ocorrida em março. A união, que durou aproximadamente oito anos e gerou as duas meninas, chegou ao fim devido a repetidos episódios de agressão física e infidelidade por parte de Breno.
Apesar de nunca terem sido formalmente denunciadas, as violências perpetradas pelo agressor se intensificaram após o término do relacionamento. O comportamento abusivo de Breno escalou para ameaças diretas e uma perseguição constante, gerando um clima de medo e insegurança para a ex-companheira.
Em 8 de agosto de 2026, a mãe deixou as filhas sob os cuidados da ex-sogra, prática comum nos finais de semana. Para evitar qualquer contato com Breno, que residia no andar superior da casa da mãe, a entrega das crianças era sempre feita em um local neutro.
No dia seguinte, 9 de agosto de 2026, poucas horas depois de a mãe compartilhar uma foto com amigas, Breno enviou uma mensagem com um teor aterrorizante, afirmando que ela jamais veria as filhas novamente. Ele havia retirado as crianças da casa da avó, sob o pretexto de levá-las para uma visita ao Museu do Ipiranga.
Posteriormente, uma parente questionou Breno sobre a demora no retorno das meninas. Em seu depoimento à polícia, Breno revelou que as crianças não seriam mais vistas, e que ele planejava tirar a vida delas e, em seguida, cometer suicídio.
Na manhã de 9 de agosto de 2026, Breno de Souza Castro se entregou no 48º Distrito Policial, localizado em Cidade Dutra. Conforme informações da Polícia Militar, ele confessou o assassinato de suas próprias filhas.
As equipes policiais foram direcionadas ao endereço fornecido por Breno, onde encontraram os corpos das duas meninas. Elas estavam dentro de um veículo, na Rua Luiz Supertti, situada no bairro Jardim Guanabara, Zona Sul de São Paulo. O boletim de ocorrência registrou asfixia como a causa das mortes das crianças.
Este caso brutal ressalta a perigosa escalada da violência doméstica e a importância de identificar e agir diante dos sinais de controle e ameaças. A ausência de denúncias formais, como no histórico de agressões de Breno, não minimiza a gravidade do abuso, mas muitas vezes reflete o ciclo de medo e intimidação vivido pelas vítimas.
A investigação policial aponta o ciúme do pai em relação à sua ex-companheira como a principal motivação para o duplo homicídio, um padrão alarmante em crimes de filicídio e feminicídio, onde a mulher é punida através da agressão aos filhos.
Breno de Souza Castro foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio e violência doméstica. O caso foi devidamente registrado no 101º Distrito Policial, localizado no Jardim das Imbuias, onde as investigações prosseguem para detalhar todas as circunstâncias da tragédia.
Até o momento da última atualização desta notícia, a defesa de Breno não foi localizada para comentar o ocorrido.