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Chefão da Ferrari critica desempenho completamente errado no GP da Hungria após promessa inicial

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Apesar de ter demonstrado um ritmo promissor nos treinos livres, a equipe Ferrari não conseguiu transformar o potencial em um resultado expressivo no Grande Prêmio da Hungria. A escuderia italiana enfrentou um fim de semana desafiador que culminou em posições aquém das expectativas, gerando insatisfação interna.

Fred Vasseur, chefe da equipe Ferrari, expressou sua frustração, afirmando que “tudo deu errado” para a equipe no último fim de semana em Hungaroring. Tanto Charles Leclerc quanto Lewis Hamilton, que competem pela equipe italiana, ficaram de fora do pódio, marcando um revés para as ambições do time.

Crédito: Formula1.com

Havia uma forte expectativa de que a Scuderia apresentasse um desempenho robusto na corrida de 70 voltas, realizada no circuito de Hungaroring. O traçado apertado e sinuoso da pista é geralmente considerado favorável às características do carro da Ferrari, especialmente pensando no desenvolvimento para 2026, o que elevava as projeções para a etapa.

Durante os treinos de sexta-feira, Hamilton e Leclerc lideraram as sessões, alimentando a esperança de conquistar a pole position. Contudo, Lando Norris surpreendeu e garantiu a primeira colocação, enquanto Hamilton sofreu uma penalidade de três posições no grid por atrapalhar Oscar Piastri.

Com Leclerc largando em segundo e Hamilton em quinto, ambos optaram por pneus macios, ao contrário dos adversários diretos que usavam compostos médios, na tentativa de ganhar posições na largada. No entanto, a estratégia não surtiu o efeito desejado, e Leclerc terminou a primeira volta em quinto, logo atrás de Hamilton.

Enquanto Leclerc não conseguiu ameaçar os líderes em momento algum da prova, Hamilton travou uma batalha intensa com Max Verstappen pelo pódio. O heptacampeão mundial chegou a ultrapassar o piloto da Red Bull após sua primeira parada nos boxes, mas Verstappen recuperou a posição na Curva 1 pouco depois.

Uma terceira parada tardia nos boxes fez Hamilton cair para a quarta posição, logo atrás de Kimi Antonelli. Para piorar, uma penalidade de cinco segundos por excesso de velocidade no pit lane o relegou para a quinta colocação final, atrás de Leclerc.

Análise crítica do desempenho da Ferrari em Hungaroring

O chefe da equipe, Vasseur, não poupou críticas ao desempenho da Ferrari em um local onde se esperava que a equipe disputasse a vitória. Ele ressaltou a discrepância entre o ritmo demonstrado nos treinos e o resultado final da corrida.

“É difícil realmente entender o ritmo porque você percebe que, em primeiro lugar, não foi um bom domingo. Quando você é P1-P2 na sexta-feira, espera muito mais do que P4-P5”, declarou Vasseur, enfatizando a frustração com a queda de rendimento.

Vasseur detalhou os erros que, segundo ele, comprometeram a corrida: “E acima de tudo, cometemos muitos erros hoje, começando pela largada, com uma penalidade, com o fato de Max nos ter ultrapassado na pista, e cada vez que fazíamos um pit stop, perdíamos nossa posição por 0,2 ou 0,3 segundos. Tudo deu errado, mas com certeza temos que fazer um trabalho muito melhor de alguma forma.”

Com Antonelli conquistando o terceiro lugar, o piloto da Mercedes ampliou sua vantagem sobre Hamilton na classificação dos pilotos para 50 pontos, um cenário que adiciona pressão enquanto a Fórmula 1 se prepara para a pausa de verão. Este resultado ressalta a importância de cada ponto na corrida pelo título.

Estratégias de desenvolvimento e execução como foco de Vasseur

Embora a Ferrari tenha conseguido diminuir progressivamente a diferença de desempenho em relação à Mercedes ao longo das 11 primeiras corridas da temporada, Vasseur reconhece que as atualizações por si só não são a única área que a equipe precisa aprimorar.

“O que temos que melhorar é que, se eu tirar uma conclusão com base no dia de hoje, diria execução. Mas a execução, até agora, tem sido boa para nós desde o início da temporada”, ponderou o chefe da equipe, destacando a inconsistência.

“Sabemos que temos que melhorar na parte do motor e faremos isso. A inércia nos motores é muito maior do que no chassi. O mais importante seria conseguir manter o ritmo no desenvolvimento”, explicou Vasseur, revelando o desafio técnico contínuo.

Vasseur ainda comparou a abordagem da Ferrari com a da McLaren: “A McLaren fez um bom trabalho por um tempo, mas eles não têm exatamente a mesma filosofia porque estão esperando um grande pacote, e este é o último.”

“Com certeza, cada vez que eles fazem algo, dão um grande passo. Mas nós temos uma abordagem diferente, tentando trazer peças a cada corrida”, contrastou Vasseur, explicando a estratégia de atualizações contínuas da Ferrari, que busca ganhos incrementais em cada etapa.

“E temos que manter esse ritmo, porque ainda há muitas corridas pela frente. Estamos buscando melhorias, e elas devem ser vistas em todos os lugares, e temos que manter esse ritmo”, concluiu, reforçando a necessidade de consistência e aprimoramento constante em todas as áreas da equipe.