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CEO do Google DeepMind sugere órgão global para supervisionar IA sob comando dos EUA

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O cofundador e CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu na última terça-feira, 14 de julho de 2026, a criação de uma entidade reguladora global para a inteligência artificial. A proposta visa supervisionar sistemas avançados de IA, especialmente aqueles que possam introduzir riscos substanciais para a sociedade.

Em um artigo publicado em seu blog pessoal, o executivo do Google DeepMind sugeriu que os Estados Unidos seriam a nação mais apta a encabeçar essa empreitada. Hassabis justificou a escolha pela robustez econômica e pelo avanço tecnológico do país, elementos cruciais para a definição de parâmetros internacionais. O modelo regulatório, segundo ele, espelharia organizações como a Autoridade Reguladora do Setor Financeiro (FINRA), com a inclusão de peritos autônomos e membros da comunidade de software de código aberto. Entre as responsabilidades desse futuro órgão estariam a análise de inovações em IA antes de sua disponibilização pública e a capacidade de ordenar interrupções no desenvolvimento de sistemas considerados excessivamente perigosos.

Crédito: Mixvale.com.br

A publicação de Hassabis, intitulada “Uma Estrutura para IA de Fronteira e o Alvorecer de uma Nova Era”, enfatizou a premência de uma fiscalização global em face da crescente complexidade dos sistemas de inteligência artificial. O especialista advertiu que a Inteligência Artificial Geral (IAG), uma forma de IA capaz de realizar qualquer tarefa intelectual humana, está “provavelmente a apenas alguns anos de distância”. Ele visualizou que, “ao olharmos para trás, nas próximas décadas, perceberemos que estávamos no início da singularidade – nada menos que o alvorecer de uma nova era para a humanidade”, destacando tanto o imenso potencial transformador quanto os perigos que acompanham essa evolução.

Nos últimos meses, Hassabis tem se dedicado intensamente a angariar suporte para sua iniciativa, dialogando com a administração Trump, com outros centros de pesquisa em IA e com autoridades europeias. A expectativa é que a estrutura proposta esteja totalmente funcional ainda neste ano. As conversas com o governo Trump, segundo o executivo, resultaram em “manifestações muito positivas”.

Essa proposta de Hassabis se insere em um movimento mais amplo, liderado por ele e outros líderes da indústria, para estabelecer um arcabouço regulatório robusto para as inteligências artificiais em constante aprimoramento, visando mitigar os perigos inerentes. Atualmente, o cenário global carece de um conjunto unificado de normas para a IA, e os Estados Unidos ainda não possuem uma legislação nacional abrangente nesse campo. Hassabis, laureado com o Prêmio Nobel de Química em 2024 por seu trabalho pioneiro na previsão de proteínas impulsionada por IA, também apoiou recentemente um manifesto que clama por salvaguardas mais estritas contra o desenvolvimento de armas biológicas com o auxílio da inteligência artificial.

As colocações recentes de Hassabis ecoam e complementam um apelo conjunto feito anteriormente por renomados economistas e figuras influentes do setor tecnológico, incluindo Jack Clark, cofundador da Anthropic, e Eric Schmidt, ex-CEO do Google. Esse coletivo de especialistas instou os chefes de estado ao redor do mundo a ponderarem com seriedade os impactos econômicos iminentes que a inteligência artificial está prestes a gerar.