
Crédito: Formula1.com
O piloto Pierre Gasly, da equipe Alpine, viu seu carro sofrer avarias significativas em um acidente ocorrido durante a segunda sessão de treinos livres para o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1. O incidente, que provocou uma bandeira vermelha no circuito de Spa-Francorchamps, resultou em um extenso trabalho para os mecânicos da escuderia francesa.
Apesar da gravidade do impacto, o competidor francês conseguiu deixar o veículo ileso após o ocorrido, que se deu a pouco mais de 15 minutos do fim da sessão de sexta-feira. Gasly perdeu o controle ao sair da Curva 13, uma curva para a esquerda, e deslizou pela área de escape.
Imagens do acidente mostraram o momento em que a traseira do carro escapou, levando o monoposto a atravessar a caixa de brita e colidir violentamente com a barreira de proteção. A força do impacto arrancou a asa traseira do Alpine e causou danos consideráveis em outras partes do veículo.
A equipe Alpine, por meio de seus diretores, rapidamente confirmou que o piloto estava bem, mas o carro necessitaria de reparos complexos. O incidente levanta questões sobre o desempenho da equipe nas próximas etapas da competição, especialmente considerando a busca por melhorias.
Após o incidente, Pierre Gasly fez uma avaliação mista do dia de trabalho. Ele destacou que, de forma geral, a sexta-feira foi produtiva em termos de testes, com muitas peças diferentes sendo avaliadas em ambos os carros da equipe. O objetivo agora é analisar os dados e consolidar as melhores configurações para o sábado.
O piloto também comentou sobre a dinâmica do acidente, admitindo que precisa entender melhor o que aconteceu. Segundo Gasly, houve uma perda de controle abrupta na traseira do carro, e a recuperação foi mais demorada do que o esperado, o que o impediu de evitar a saída da pista e o subsequente choque.
“Não foi o desfecho que esperávamos para o dia”, declarou Gasly, expressando confiança na capacidade de sua equipe. “Mas tenho certeza de que os rapazes vão deixar tudo pronto para amanhã, e então nosso foco será tentar alcançar o top 10.”
Steve Nielsen, diretor-executivo da Alpine, confirmou que a equipe já tinha grandes modificações planejadas para o A526 de Gasly antes mesmo do acidente. A estratégia para o dia era focar na performance aerodinâmica na primeira sessão e, em seguida, buscar tempos de volta mais rápidos no FP2.
“Pierre está bem, o carro não”, explicou Nielsen. Ele ressaltou que a unidade de potência do carro já seria substituída na noite de sexta-feira, o que significa que, embora a lista de tarefas para os mecânicos seja extensa, parte dela já estava programada. Ainda que uma parte do trabalho já estivesse programada, o incidente adiciona uma camada extra de complexidade e urgência à agenda da equipe, que precisará reavaliar o cronograma de reparos e ajustes.
Nielsen detalhou a abordagem da equipe nos treinos, afirmando que a manhã não foi dedicada a buscar tempos de volta, mas sim a coletar dados. Apenas na sessão da tarde a atenção se voltou mais para o desempenho em termos de tempo.
O diretor da equipe mencionou que Gasly chegou a registrar um tempo competitivo, mas este foi anulado devido a limites de pista na Curva 4. Apesar disso, Nielsen expressou otimismo, observando que o carro parece ter um ritmo mais promissor em Spa-Francorchamps do que nas últimas corridas. Essa constatação é crucial para a Alpine, que busca reverter um período de resultados menos expressivos, mas agora terá o desafio adicional de garantir que o ritmo promissor não seja comprometido pelos extensos reparos no carro de Gasly, visando manter essa performance para o sábado.