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Uma tragédia rodoviária chocou a Região Serrana do Rio de Janeiro na madrugada de 16 de agosto de 2026, quando um ônibus capotou na BR-040, no trecho de Petrópolis. O grave acidente resultou na morte de dez pessoas, entre elas nove mulheres – uma delas grávida – e uma criança. Dezenas de passageiros ficaram feridos e foram socorridos para unidades de saúde na região.
O sinistro ocorreu por volta das 4h30, no quilômetro 91 da rodovia BR-040, especificamente na descida da serra que leva ao Rio de Janeiro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou que o veículo, pertencente à Estrela Guia Turismo, havia partido de Belo Horizonte com destino à Praia de Copacabana, na capital fluminense.
Clandestine bus overturns on BR-040 in Petrópolis and causes the death of 10 people; child and pregnant woman among the victims https://t.co/pd0xc7Q6vz #Petropolis #accident #deaths #BR040 pic.twitter.com/vo4ZmwNb26
— MixVale (@Mixvale) August 16, 2026
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o coletivo não possuía autorização para operar, configurando transporte clandestino. Essa irregularidade levanta sérias questões sobre a segurança e fiscalização do serviço que transportava 56 indivíduos, incluindo o motorista e dois auxiliares.
Uma passageira de 25 anos, natural de Minas Gerais e que preferiu não ter sua identidade divulgada, descreveu momentos de pânico e negligência. Ela, que sofreu múltiplas lesões, relatou que o condutor dirigia em alta velocidade desde o início da viagem, desconsiderando as reclamações de outros ocupantes do veículo.
A jornada começou com o embarque em diferentes pontos de Belo Horizonte, como a Praça da Cemig, Avenida Afonso Pena e Shopping Estação. A sobrevivente destacou problemas iniciais, como cintos de segurança inoperantes. Em uma parada em Juiz de Fora, passageiros teriam pedido ao motorista para diminuir a velocidade, mas ele teria insistido em manter o ritmo para chegar ao destino às 4h30. Ao se aproximarem de Petrópolis, os gritos de desespero tomaram conta do ônibus, que balançava violentamente antes de capotar e colidir com uma árvore, que chegou a invadir o interior do veículo.
Equipes da concessionária Elovias e do Corpo de Bombeiros atuaram no local, prestando socorro a 49 pessoas. Inicialmente, oito óbitos foram confirmados no local, entre eles o de uma criança. Posteriormente, mais uma vítima não resistiu aos ferimentos durante o transporte para o hospital, elevando o número total de mortos para dez.
Até o momento, a Polícia Civil divulgou a identificação de seis das vítimas fatais:
Os bombeiros informaram que dois passageiros sofreram ferimentos graves e doze tiveram lesões moderadas. Um total de 23 pessoas foram admitidas em unidades de saúde. Quatorze pacientes foram levados para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, enquanto nove foram encaminhados ao Hospital Santa Teresa, em Petrópolis. Todos estão sob cuidados intensivos de equipes multiprofissionais.
O prefeito de Petrópolis, Hingo Hammes, descreveu a ação de socorro como uma “grande operação”, envolvendo Samu de Petrópolis e da Baixada Fluminense, Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal. Cinco ambulâncias municipais foram mobilizadas para atender à emergência. O tráfego na rodovia foi completamente restabelecido após quatro horas de interdição total.
Os restos mortais de nove vítimas foram levados para o Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Petrópolis para exames periciais e identificação. A 105ª Delegacia de Polícia (Petrópolis) está à frente da investigação do caso. O motorista do ônibus, que sobreviveu ao acidente, deverá prestar depoimento às autoridades nas próximas horas.
A Estrela Guia Turismo, em nota oficial, manifestou profundo pesar pelo acidente e expressou solidariedade às vítimas e seus familiares. A empresa assegurou estar prestando todo o suporte necessário aos feridos e familiares, além de cooperar integralmente com as autoridades na apuração das causas do capotamento. A defesa da empresa informou que o proprietário se encontra em “estado de pânico” e não se manifestará publicamente no momento. Um ônibus foi disponibilizado para o retorno dos sobreviventes à Região Metropolitana de Belo Horizonte.