
Cabeleireira Jaclyn Diiorio contratou 'matador de aluguel' pelo Tinder — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com
As autoridades americanas prenderam uma cabeleireira de 28 anos na Filadélfia, Pensilvânia, sob a acusação de tentar orquestrar o assassinato de seu ex-namorado e da filha dele, de 19 anos. A mulher, identificada como Jaclyn Diiorio, é acusada de usar um aplicativo de relacionamento popular para encontrar o suposto executor do crime, que na verdade era um informante da polícia.
O esquema macabro começou a se desenrolar quando Jaclyn Diiorio conheceu um homem através de um conhecido aplicativo de namoro. Entre os dias 31 de março e 3 de abril, promotores do condado de Camden, nos Estados Unidos, registraram uma série de trocas de mensagens e ligações entre os dois. Durante uma dessas conversas, a cabeleireira expressou o desejo de ver seu antigo parceiro morto e mencionou que ele era um oficial de polícia. O homem, então, se apresentou como alguém capaz de realizar tal “serviço”.
Um encontro presencial foi agendado em uma loja de conveniência, onde Jaclyn reiterou sua intenção e perguntou diretamente ao homem se ele estaria interessado em levar adiante o plano. Com a concordância do interlocutor, um segundo encontro ocorreu, no qual a cabeleireira entregou um adiantamento de 500 dólares (aproximadamente 2.550 reais, na cotação atual) para a execução dos homicídios. O valor total acordado para o “serviço” foi fixado em 12 mil dólares, o equivalente a cerca de 61 mil reais.
O plano de Jaclyn, no entanto, foi desmantelado antes mesmo de começar, pois o homem com quem ela se comunicava pelo aplicativo era, na verdade, um informante que colaborava com a polícia. Após ser alertada pelos detetives, a mulher foi presa e posteriormente indiciada na Filadélfia. A acusação formal inclui o uso de meios de comunicação interestaduais para a tentativa de encomendar um assassinato mediante pagamento, um crime grave que pode acarretar em longas penas de prisão.
As investigações revelaram que esta não seria a primeira vez que Jaclyn Diiorio tentava orquestrar o assassinato de seu ex-namorado e da filha dele. Promotores do caso indicam que a acusada teria confessado ao informante da polícia que já havia sido enganada anteriormente por outras pessoas, que lhe teriam apresentado “fotos falsas” como prova da execução dos crimes encomendados. Esse histórico demonstra uma persistência preocupante na intenção criminosa e a complexidade do caso, que envolve não apenas a solicitação de assassinato, mas também um padrão de comportamento perigoso e a instrumentalização de plataformas digitais para fins ilícitos. A prática de solicitar a morte de alguém, independentemente da execução, é considerada um crime grave e é punida rigorosamente pela legislação americana.