
Bióloga famosa conta história mais surreal vivida na Flórida: píton de 5,5 m suspeita de ter devorado mulher — Foto: Reprodução/Instagram Crédito: Extra.globo.com
Uma experiência inusitada marcou a carreira da bióloga Rosie Moore durante seus trabalhos no pântano de Everglades, na Flórida, uma região conhecida pela vasta população de répteis. A cientista foi acionada para investigar um caso que parecia saído de um filme de terror: uma píton de 5,5 metros de comprimento, suspeita de ter engolido uma mulher, conforme um chamado de emergência. A testemunha alegava ter visto a silhueta da suposta vítima no estômago inchado do animal, um cenário que mobilizou a equipe.
A serpente foi capturada e decapitada, seguindo os protocolos de manejo para espécies invasoras de grande porte, e levada até Rosie Moore para uma análise mais aprofundada. Ao realizar a necropsia, a bióloga desfez o mistério da “vítima” visível. Em vez de um ser humano, o animal devorado pela píton gigante era, na verdade, um jacaré de tamanho considerável, um predador comum no ecossistema local.
A dimensão do achado impressionou a própria pesquisadora. Moore descreveu o jacaré como tendo o seu próprio tamanho, enquanto a píton era tão imensa e pesada que ocupava todo o espaço de uma sala. Ela classificou a experiência como uma das mais notáveis em Everglades, destacando a raridade de presenciar algo assim na natureza e a oportunidade única de dissecar e estudar um animal de tal porte.
Este incidente ressalta a crescente preocupação com a proliferação de pítons birmanesas (Python bivittatus) no sul da Flórida. Introduzidas na região por volta de 1970, principalmente através do comércio de animais de estimação, essas serpentes se tornaram uma espécie invasora que ameaça a fauna nativa de Everglades. Sua capacidade de se reproduzir rapidamente e de consumir grandes presas, como mamíferos e aves, tem desequilibrado o ecossistema e diminuído as populações de animais selvagens.
A descoberta de um jacaré tão grande no estômago da píton é um exemplo vívido da força e do impacto predatório desses répteis no ambiente. O jacaré, por sua vez, também não havia se alimentado de nenhum humano, confirmando que a cadeia alimentar em questão envolvia apenas a vida selvagem da região.
A relação de Rosie Moore com serpentes de grande porte não é recente. A bióloga, nascida no Missouri, tem um histórico de envolvimento com a pesquisa de répteis e a conservação ambiental. Sua dedicação a esses estudos a levou a viagens desafiadoras, como uma expedição à América do Sul em 2024, onde buscava anacondas em seu habitat natural.
Durante essa jornada, especificamente no Suriname, Rosie Moore contraiu dengue, um lembrete dos riscos e desafios enfrentados por pesquisadores que trabalham em campo em ambientes selvagens. Essas experiências, apesar dos perigos, fornecem dados cruciais para a compreensão e a proteção de ecossistemas complexos como Everglades.