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Consumidores de tecnologia receberam uma notícia desanimadora nesta terça-feira, 25 de junho, com a confirmação de reajustes significativos nos valores de produtos de duas gigantes do setor: Apple e Microsoft. As empresas justificaram os aumentos pela pressão crescente nos custos de componentes essenciais, como chips de memória e armazenamento, um reflexo da forte demanda impulsionada, em grande parte, pelo avanço da inteligência artificial.
A Apple comunicou que seus tablets iPad e notebooks MacBook terão preços mais elevados. A decisão, segundo a companhia, é inevitável diante da incapacidade de absorver os custos crescentes. Paralelamente, a Microsoft, responsável pela popular linha de consoles Xbox, informou que seus dispositivos ficarão até 33% mais caros a partir de 1º de agosto, impactando diretamente os orçamentos dos jogadores.
Apesar dos ajustes, a fabricante do iPhone fez questão de destacar que seu principal carro-chefe, o smartphone, não será afetado por esta nova rodada de encarecimento. A empresa de Cupertino explicou que a necessidade de repassar os custos advém da explosão na procura por data centers, uma consequência direta do rápido desenvolvimento da inteligência artificial, que consome grande quantidade de hardware de alta performance.
Entre os dispositivos que sentirão o impacto está o MacBook Neo, modelo de entrada da Apple, que visa competir com opções mais acessíveis de notebooks Windows e Chromebooks. Seu preço inicial subiu de US$ 599 para US$ 699, o que, em conversão direta, representa um salto de aproximadamente R$ 3.114 para R$ 3.634, sem incluir tributos.
A empresa sediada em Cupertino detalhou as principais alterações de valores para alguns de seus equipamentos mais populares, refletindo a nova realidade do mercado de componentes:
Além desses itens, a Apple também implementou aumentos nos valores das duas versões do HomePod, seu alto-falante inteligente, e da Apple TV. Após a divulgação desses dados, as ações da Apple registraram uma queda de quase 5% no mercado financeiro, enquanto os papéis da Dell apresentaram um recuo superior a 8%, sinalizando a preocupação dos investidores com o cenário.
A onda de aumentos também atingiu o setor de videogames, impactando diretamente o bolso dos entusiastas. A Microsoft anunciou que seus consoles Xbox terão um acréscimo de US$ 100 nas versões com 512 GB de armazenamento e de US$ 150 nos modelos de 1 TB. Essa medida representa um desafio adicional para os gamers que planejam adquirir um novo console.
Em um comunicado oficial, a empresa confirmou que, além dos reajustes nos preços, o modelo de 2 TB de seus consoles será descontinuado de sua linha de produtos, simplificando a oferta disponível no mercado.
Confira os novos valores que serão praticados para os consoles Xbox:
Esses novos patamares de preço seguem uma série de ajustes já realizados pela Microsoft no ano anterior. Em outubro de 2025, por exemplo, a companhia já havia elevado os valores dos consoles nos Estados Unidos em quantias que variavam entre US$ 20 e US$ 70, demonstrando uma tendência contínua de reajustes.
A Microsoft detalhou que os custos de armazenamento e memória para os consoles já sofreram um aumento de mais de 2,5 vezes e a projeção é que esses valores dupliquem novamente até o segundo semestre de 2027, o que indica uma pressão constante sobre a cadeia de produção.
Os recentes anúncios deixam claro que até mesmo companhias com cadeias de suprimentos robustas, como a Apple, não conseguiram escapar da vertiginosa alta nos preços da memória, que agora se espalha por todo o segmento de eletrônicos. A intensa competição pela capacidade de processamento, essencial para os avanços em inteligência artificial, está redefinindo a economia dos componentes, afetando diretamente a disponibilidade para dispositivos de consumo. Este cenário é crucial para entender por que os produtos que usamos no dia a dia estão ficando mais caros.
Empresas que fabricam memória, como a Micron, estão priorizando o fornecimento para companhias de chips voltados para inteligência artificial, como a Nvidia. Embora essa estratégia seja lucrativa para os produtores de memória, ela inevitavelmente reduz a oferta de componentes vitais para a montagem de computadores, celulares e outros eletrônicos de uso doméstico, criando um desequilíbrio no mercado.
Em um pronunciamento oficial, a Apple expressou a gravidade da situação: “Nunca testemunhamos um aumento tão significativo e rápido no custo de componentes. Até o momento, conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas alcançamos um ponto em que se tornou imperativo elevar os preços de diversos produtos”, revelando a dificuldade em manter os valores antigos.
A Microsoft confirmou que a crise de componentes também afeta severamente o segmento de consoles, que possui uma dinâmica de mercado particular. Segundo a empresa, “toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual escassez de componentes, mas os efeitos são particularmente intensos para os consoles”, que dependem de grandes volumes de chips a preços competitivos.
A companhia ainda explicou que, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos que frequentemente são vendidos com margem de lucro, os consoles são, em muitos casos, comercializados por um preço inferior ao seu custo de fabricação. Essa peculiaridade os torna ainda mais vulneráveis a esses choques de custos, o que explica os aumentos percentuais mais elevados em comparação com outros produtos eletrônicos.