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Americana viaja 5.600 km para testar DNA e alega ser Katrice Lee, desaparecida em 1981

Heather McCord diz ser a inglesa Katrice Lee — Foto: Reprodução
Foto: Heather McCord diz ser a inglesa Katrice Lee — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

Uma mulher norte-americana empreendeu uma longa viagem de 5.600 quilômetros até o Reino Unido com a esperança de desvendar um mistério de mais de quatro décadas. Heather McCord, residente em Staten Island, Nova York, submeteu-se a um teste de DNA, afirmando ser Katrice Lee, a menina britânica que desapareceu em 1981, na Alemanha, no dia de seu segundo aniversário.

A dolorosa busca por uma criança desaparecida há mais de 40 anos

Katrice Lee sumiu em Paderborn, Alemanha, enquanto seu pai, Richard Lee, estava em missão pelo Exército do Reino Unido. Desde então, a família Lee tem vivido uma incessante e dolorosa busca por respostas, atravessando mais de 40 anos de incertezas e falsas esperanças.

Heather McCord diz ser a inglesa Katrice Lee — Foto: Reprodução
Heather McCord diz ser a inglesa Katrice Lee — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com

A aparição de Heather McCord reacende a complexa dinâmica de casos de desaparecimento de longa data, onde a linha entre a esperança e o ceticismo se torna tênue para as famílias afetadas. A família Lee já enfrentou diversas situações semelhantes, com outras mulheres surgindo ao longo dos anos, cada uma alegando ser Katrice.

A convicção pessoal da americana e sua campanha de arrecadação

Heather McCord demonstra uma forte convicção de que é a menina desaparecida e que pode, finalmente, trazer um desfecho para a família. Ela organizou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma GoFundMe para custear sua viagem ao Reino Unido e a realização do exame genético.

Em sua página, a americana expressou seu desejo de justiça e de reencontro familiar, alegando ter memórias do dia de seu suposto sequestro e de quem o teria realizado. Ela também mencionou ter lembranças confusas de sua infância, o que atribui a uma possível “troca de identidade”.

Ceticismo da família diante de repetidas alegações falsas

Richard Lee, pai de Katrice e hoje com 76 anos, que reside em Hartlepool, Inglaterra, manifestou seu ceticismo em relação à mais recente alegação. Ele argumenta que Heather não precisava ter viajado para o Reino Unido, pois poderia ter buscado as autoridades americanas para realizar o teste de DNA, mas ela insistiu que seria ignorada nos EUA.

Para Richard, a persistência de pessoas que buscam “15 minutos de fama” usando a tragédia de sua família é desencorajadora. Ele expressou preocupação com o impacto dessas falsas alegações sobre indivíduos que genuinamente podem ser crianças desaparecidas e buscam suas origens biológicas, mas acabam desacreditados.

O processo do teste de DNA e a via oficial

A Polícia Militar Britânica (BMP) confirmou a chegada de Heather a um aeroporto de Londres neste mês, ocasião em que ela foi submetida ao teste de DNA. Embora a família Lee esteja acostumada a lidar com casos como o de Heather, a realização do exame genético é um passo crucial para confirmar ou refutar a alegação.

Antes de Heather, outra mulher, residente em Bedfordshire, Inglaterra, também alegou ser Katrice. Mesmo após um exame de DNA ter desmentido sua afirmação, ela manteve a crença de ser a menina sumida. Casos como este ilustram a complexidade emocional e psicológica envolvida na busca por identidade e na resolução de desaparecimentos de longa data.