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Alvinegro supera Maranhão em casa, contudo combinação de placares sela permanência na série C

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O Figueirense encerrou sua participação na atual edição da Série C do Campeonato Brasileiro com uma vitória de virada sobre o Maranhão, por 2 a 1, em partida disputada na tarde deste sábado (29) no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Apesar do triunfo em seus domínios, o clube catarinense não conseguiu avançar para a fase decisiva da competição.

A expectativa de classificação, que mobilizava a torcida, dependia não apenas do resultado positivo em campo, mas também de uma série de combinações favoráveis em outros confrontos da rodada. Infelizmente para os alvinegros, os demais placares não colaboraram, frustrando o objetivo de subir de divisão.

Com isso, o time da capital catarinense terá de disputar a Série C pela sétima vez consecutiva no ano de 2027, confirmando uma permanência indesejada na terceira divisão nacional. A vitória na despedida, embora importante para a moral, não alterou o desfecho final da temporada no torneio.

Desempenho em Campo e o Sonho Desfeito

A equipe fez sua parte ao garantir os três pontos diante do Maranhão, mostrando garra e capacidade de reação. Os gols que selaram a virada alvinegra foram marcados por Emerson Galego, artilheiro da partida com dois tentos. O camisa 99 foi fundamental para reverter o placar adverso, mantendo a esperança viva até os últimos instantes da rodada.

No entanto, a matemática do futebol foi implacável. Mesmo com a vitória, o Figueirense não alcançou a pontuação necessária para figurar entre os classificados, encerrando sua jornada na 11ª posição da tabela. Este desempenho, apesar de não levar à promoção, representou a melhor campanha do clube na Série C desde 2022, um indicativo de evolução dentro da competição.

Detalhes da Partida: Virada e Emoções no Scarpelli

O confronto no Orlando Scarpelli começou com um susto para a torcida do Figueirense. Logo aos três minutos de jogo, o Maranhão abriu o placar com um gol de Rosivan, que aproveitou um cruzamento na primeira trave para balançar as redes de Fabrício, silenciando momentaneamente o estádio e jogando um balde de água fria nas aspirações alvinegras.

A reação do time da casa foi quase imediata. Aos oito minutos, Mailson arriscou um chute de fora da área, levando perigo ao gol adversário. Pouco depois, Igor Bolt recebeu um passe livre de Emerson Galego e, com espaço para finalizar, acabou acertando o goleiro Jean, que fez a defesa e evitou o empate.

Aos 18 minutos da primeira etapa, a persistência do Figueirense foi recompensada. Dudu realizou uma excelente jogada pelo lado direito do campo e cruzou rasteiro para Emerson Galego, que não perdoou e mandou a bola para o fundo das redes, deixando tudo igual no placar e reacendendo a chama da esperança entre os torcedores presentes.

O gol do empate trouxe novo ânimo à equipe, que passou a controlar mais as ações. A busca pela virada se intensificou, com o time pressionando o adversário e criando mais oportunidades de gol, o que demonstrava a determinação em fazer sua parte para alcançar a tão sonhada classificação.

A Campanha na Série C e o Futuro Imediato

A temporada na Série C se encerra para o Figueirense sem a tão almejada promoção, mas com a perspectiva de novos desafios. Após a despedida do campeonato nacional, o foco da equipe se volta para a Copa Santa Catarina, uma competição estadual que oferece uma nova oportunidade de título e, em alguns casos, vaga em torneios nacionais para o ano seguinte. O próximo compromisso será contra o Barra, novamente no Estádio Orlando Scarpelli, no próximo domingo. Este torneio será crucial para manter o ritmo de jogo e buscar um bom resultado para a torcida.

O Início Turbulento e a Reação Alvinegra

O nervosismo tomou conta dos torcedores alvinegros nos primeiros minutos da partida. O gol precoce do Maranhão, marcado por Rosivan logo aos três minutos, representou um golpe duro nas expectativas, que já eram altas e permeadas pela ansiedade dos resultados paralelos. A equipe, no entanto, não se deixou abater e buscou a recuperação.

A resposta do Figueirense veio com investidas rápidas, buscando o gol de empate. Aos oito minutos, Mailson testou o goleiro Jean com um chute de média distância, mostrando que o time estava disposto a reagir. Em seguida, Igor Bolt teve uma chance clara após passe de Emerson Galego, mas a finalização parou nas mãos do arqueiro maranhense.

Aos 18 minutos, a torcida explodiu em alegria quando Dudu, em jogada pela direita, cruzou para Emerson Galego empatar a partida. Este gol foi fundamental para restabelecer a confiança da equipe e manter o ímpeto ofensivo, que seria crucial para o restante do jogo em busca da virada e da esperança de classificação.

Tática e Condições do Gramado Influenciam o Confronto

As condições climáticas tiveram impacto direto no gramado do Orlando Scarpelli, que estava encharcado devido à chuva que caiu na capital horas antes da partida. Apesar disso, o Figueirense conseguiu se adaptar melhor ao campo pesado, demonstrando superioridade tática em relação ao adversário maranhense durante a primeira etapa do jogo.

O time da casa conseguiu explorar os espaços deixados pela defesa do Maranhão, que apresentava “buracos” na marcação, permitindo que o Furacão construísse suas jogadas com maior liberdade. Essa vantagem tática e a capacidade de adaptação foram cruciais para que o Figueirense dominasse as ações e criasse as melhores oportunidades de gol.

Segundo Tempo: Chances Criadas e o Gol da Virada

Na segunda etapa, o Figueirense manteve a pressão em busca do gol da virada. Logo nos primeiros minutos, Emerson Galego teve uma boa chance, finalizando por cima do gol do Maranhão, indicando que o time estava determinado a buscar a vantagem no placar. A intensidade do jogo permaneceu alta, com ambas as equipes buscando o ataque.

Minutos depois, Igor Bolt desperdiçou uma oportunidade crucial, ficando cara a cara com o goleiro, o que aumentou o nervosismo no Scarpelli, já que o tempo regulamentar se aproximava do fim e a classificação parecia cada vez mais distante. A apreensão era palpável entre os torcedores e a comissão técnica.

Aos 37 minutos do segundo tempo, a chance de virar o jogo surgiu quando Dudu sofreu uma falta dentro da área, resultando em um pênalti. Emerson Galego, com frieza e precisão, converteu a penalidade máxima, selando a vitória do Figueirense por 2 a 1. Apesar do gol e da virada, o resultado não foi suficiente para garantir a classificação, e o Figueira se despediu da Série C com a vitória, mas sem o avanço de fase.

Ficha Técnica do Confronto

A partida, válida pela última rodada da Série C, contou com a arbitragem de Bruno Mota Correia, auxiliado por Wallace Müller Barros Santos e Gustavo Mota Correia, todos do Rio de Janeiro.

  • FIGUEIRENSE: Fabrício; Vitor Ricardo, Jhonnathan, Leonan e Arthur Henrique (Léo Maia); Breno, Raynan (Renan Areias) e Dudu; Igor Bolt, Emerson Galego e Mailson (Zé Carlos). Técnico: Raul Cabral.
  • MARANHÃO: Jean; Vander, Jorge, Lucão e Tibúrcio; Rosivan, André Radija e Will; Vagalume, Felipe Cruz e Pimentinha (Luís Gustavo). Técnico: Jerson Testoni.
  • GOLS: Rosivan, aos 3 minutos do 1º tempo (MAR); Emerson Galego (2x), aos 18 minutos do 1º tempo e aos 37 minutos do 2º tempo (FIG).