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Alpine Confirma Franco Colapinto ao Lado de Pierre Gasly para a Temporada 2027

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A decisão da equipe Alpine de manter o piloto Franco Colapinto para a temporada de 2027, ao lado de Pierre Gasly, reflete uma análise estratégica aprofundada de seu desempenho e potencial futuro no cenário da Fórmula 1.

Colapinto, que elevou significativamente seu nível de pilotagem em 2026, garantiu a renovação de seu vínculo contratual, assegurando sua permanência na Alpine no próximo ano, novamente formando dupla com Gasly.

O competidor argentino integrou-se à escuderia Alpine como piloto reserva em 2025, após uma estreia promissora na Williams. Na equipe britânica, ele havia participado das últimas nove corridas de 2024, substituindo o americano Logan Sargeant.

Sua oportunidade como titular surgiu poucos meses depois, quando foi convocado para assumir o lugar de Jack Doohan no início da campanha. Posteriormente, ele consolidou sua posição em tempo integral para o ano atual, superando a concorrência do então reserva Paul Aron.

O começo foi desafiador, com o Conselheiro Executivo Flavio Briatore expressando na época a percepção de que Colapinto parecia “perdido”. Contudo, o piloto conseguiu se reencontrar e aprimorar sua performance, amadurecendo para se tornar um competidor “diferente” ao longo daquela mesma temporada.

Em 2026, a performance do piloto de 23 anos alcançou um patamar superior, com pontos conquistados em seis dos doze Grandes Prêmios disputados até o momento, destacando-se o sexto lugar em Montreal como seu melhor resultado.

Esse desempenho, somado à alta performance de Gasly – cujo contrato com a Alpine se estende, no mínimo, até o final de 2028 – impulsionou a equipe para a sexta posição no Campeonato de Construtores, o objetivo mínimo estipulado por Briatore para o ano.

Embora essa evolução o tornasse o favorito para manter sua vaga, a Alpine, como é praxe no esporte, avaliou outras alternativas no mercado de pilotos.

No fim das contas, a escuderia ficou convencida pelo avanço de Colapinto, tanto em sua performance nas pistas quanto em sua crescente maturidade e persistência.

O argentino estabeleceu uma excelente relação de trabalho com Gasly, contribuindo para a harmonia interna da equipe, além de ter fortalecido laços com Briatore e os demais membros do time.

A capacidade de atrair apoio financeiro, somada a uma vasta base de fãs na América do Sul e o interesse que desperta em patrocinadores da região, representam um benefício adicional considerável para a escuderia francesa.

Esse conjunto de qualidades persuadiu Briatore de que Colapinto merecia permanecer como piloto titular na próxima temporada. Acredita-se que a notícia foi comunicada ao argentino durante o fim de semana do Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort.

A Alpine reconhece que ainda está em um processo de reestruturação profunda. A estabilidade na formação de pilotos é crucial para esse período, pois permite à equipe concentrar seus esforços no desafio principal: aprimorar a velocidade do carro e diminuir a diferença para os líderes.

Uma renovação antecipada certamente impulsionará a confiança de Colapinto, permitindo-lhe focar em otimizar os resultados no restante da temporada, sem a preocupação com seu futuro na categoria.

Isso se torna ainda mais relevante considerando que a Alpine está engajada em uma disputa acirrada pela quinta colocação no Campeonato de Construtores, uma posição que a equipe acredita ser alcançável até o final do ano.

Essa performance servirá como uma base sólida para 2027, ano em que a equipe passará a ser conhecida como Gucci Racing Alpine Formula One Team, com o objetivo ambicioso de reduzir drasticamente a diferença para os principais competidores.

Embora rumores indicassem um possível retorno à Williams, equipe onde fez sua estreia na Fórmula 1, o time britânico já confirmou a permanência de Carlos Sainz e Alex Albon. De qualquer forma, a permanência na Alpine sempre foi a opção mais provável para Colapinto. O piloto argentino demonstra grande satisfação com a equipe e absorveu a pressão de entregar resultados este ano — após não pontuar em 2025 — de maneira impressionante. O próximo desafio é manter a sequência de pontos e sustentar sua trajetória de ascensão.