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O Brasil se prepara para um cenário climático de extremos a partir de 28 de julho de 2026, com o Rio Grande do Sul enfrentando a iminência de temporais devastadores e inundações, enquanto o Centro-Oeste do país lida com uma onda de calor escaldante, com temperaturas beirando os 40°C. Essa dualidade climática reflete a crescente intensidade de eventos meteorológicos adversos observados em território nacional.
A partir da madrugada de 28 de julho, o estado do Rio Grande do Sul será palco de um período de precipitações volumosas e tempestades. A expectativa é de que o fenômeno se estenda por todo o território gaúcho, com maior severidade nas áreas oeste, central, sul e leste, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.
A situação é particularmente crítica, pois muitas localidades ainda possuem o solo encharcado e os rios com níveis elevados, resquícios de chuvas recentes. Essa condição preexistente aumenta exponencialmente o perigo de novos alagamentos, transbordamentos de rios, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Previsões indicam que algumas cidades, como Uruguaiana, Santa Maria, Bagé, Santa Cruz do Sul e a capital Porto Alegre, podem registrar acumulados pluviométricos superiores a 100 milímetros em apenas 24 horas. A instabilidade virá acompanhada de raios, fortes rajadas de vento e, em alguns pontos, queda de granizo.
Até 2 de agosto, os volumes de chuva podem ultrapassar a marca de 200 milímetros em diversas regiões, chegando a mais de 250 milímetros em áreas isoladas. Embora a intensidade diminua ligeiramente após 29 de julho, a força das chuvas deve retornar no fim de semana, especialmente entre 1 e 2 de agosto, mantendo o estado em alerta.
A influência dessa massa de ar instável não se restringe ao Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, a partir de 28 de julho, as pancadas de chuva começarão a atingir principalmente as regiões oeste e sul, próximas à divisa com o estado vizinho. No dia seguinte, 29 de julho, a instabilidade se espalhará, trazendo trovoadas e ventos fortes para outras áreas catarinenses.
Já no Paraná, o dia 28 de julho terá tempo estável em sua maior parte. No entanto, a partir de 29 de julho, as áreas de chuva avançam sobre o oeste, noroeste e centro paranaense. Há ainda a possibilidade de temporais nas proximidades da divisa com São Paulo e Mato Grosso do Sul, exigindo atenção das autoridades e da população.
Em contraste com o cenário chuvoso do Sul, o Centro-Oeste do Brasil enfrentará dias de calor intenso e umidade do ar extremamente baixa. Mato Grosso, Goiás, o Distrito Federal e grande parte de Mato Grosso do Sul terão extensos períodos de sol, poucas nuvens e temperaturas elevadas ao longo das tardes.
Em Mato Grosso, os termômetros podem oscilar entre 37°C e 39°C até 29 de julho. Cuiabá, que já registrou 38,6°C recentemente, pode atingir novamente a marca dos 38°C em 28 de julho, aproximando-se de um novo recorde de calor para o ano. Goiás e Mato Grosso do Sul também sentirão o calor, com Campo Grande podendo alcançar os 34°C.
Uma mudança é esperada para 29 de julho, quando a aproximação de uma frente fria aumenta a probabilidade de chuvas e temporais no sul e oeste sul-mato-grossense, afetando cidades como Dourados, Ponta Porã, Amambai e Naviraí.
O Sudeste também terá um predomínio de tempo ensolarado e pouca chuva. Em 28 de julho, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo apresentarão condições estáveis na maior parte do dia. Há apenas uma chance remota de chuva fraca e isolada em pontos do litoral e no extremo leste de Minas Gerais.
Em São Paulo, a manhã será mais fresca, com temperaturas em torno dos 14°C, elevando-se para até 29°C à tarde. O Rio de Janeiro pode registrar 33°C ou 34°C, enquanto Belo Horizonte terá sol entre poucas nuvens e máxima próxima dos 28°C. A umidade do ar será preocupante no oeste e norte paulista, no Triângulo Mineiro e em partes do centro, oeste e sul de Minas Gerais, podendo cair para níveis entre 12% e 20% nas horas mais quentes, aumentando o risco de problemas respiratórios e incêndios.
No Nordeste, as chuvas se concentrarão na faixa litorânea, com pancadas fracas e passageiras esperadas entre Salvador e o litoral do Rio Grande do Norte, além de trechos do Maranhão, Piauí e Ceará. No interior da região, o sol predomina, e o ar seco será uma constante. A umidade pode despencar para menos de 20% no oeste da Bahia, sul do Ceará, centro-sul do Maranhão e Piauí, e em áreas do interior de Pernambuco e Paraíba. Teresina pode atingir os 35°C.
Para a Região Norte, a previsão aponta para pancadas de chuva mais frequentes no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Existe risco de chuvas moderadas a fortes no oeste e norte do Amazonas, leste de Roraima e no litoral paraense. Por outro lado, Tocantins, Rondônia e o sul do Pará experimentarão tempo seco, com Palmas podendo registrar máximas de 37°C e baixa umidade, elevando o alerta para queimadas.
No dia 29 de julho, a intensidade das chuvas aumenta no Amazonas e em Roraima, com potencial para trovoadas. Contudo, as condições de tempo firme persistem em Tocantins e na maior parte do sul paraense, mantendo a preocupação com a seca e o fogo.
O panorama geral indica um período de atenção redobrada em todo o país, com a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e adoção de medidas preventivas por parte da população e autoridades.