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A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão de um homem apontado como agiota, que teria implementado um esquema de cobrança de juros exorbitantes e intimidação. Marcelo Costa de Souza foi detido por agentes da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) em 19 de agosto de 2026, no bairro do Cachambi, localizado na Zona Norte da capital fluminense, após intensas investigações.
As apurações detalharam um caso emblemático em que uma pessoa, ao contrair um empréstimo de aproximadamente R$ 30 mil com o acusado, viu o valor ser reajustado de forma drástica. Em um período de apenas doze meses, a quantia devida saltou para mais de R$ 1 milhão, sob a alegação de “aplicações” de juros. Este tipo de valorização abusiva é uma prática de usura, severamente combatida pela legislação brasileira, que visa desestruturar financeiramente as vítimas, tornando o pagamento praticamente inviável e alimentando um ciclo de dependência.
A transformação de uma dívida relativamente pequena em uma quantia milionária em tão pouco tempo ilustra a agressividade dessas operações ilegais. Tais esquemas não apenas exploram a vulnerabilidade financeira das pessoas, mas também corroem a estabilidade econômica familiar, muitas vezes levando à perda de bens e à ruína pessoal, o que ressalta a importância da denúncia e da ação policial contra esses criminosos.
Ainda segundo as investigações, Marcelo Costa de Souza não se limitava à cobrança de juros ilegais. O suspeito empregava táticas de intimidação para assegurar que os valores fossem quitados. Além das ameaças, ele também teria confiscado bens das vítimas como forma de compensação pelos débitos supostamente acumulados.
Ao ser conduzido à delegacia, o homem confirmou em depoimento que realizava empréstimos e cobrava juros. Ele se referiu a essas transações como “aplicações” com diversas pessoas, mas negou veementemente ter recorrido a qualquer tipo de agressão física ou psicológica contra os indivíduos endividados, apesar das evidências coletadas pela polícia.
O acusado possui um histórico criminal extenso, o que reforça o padrão de comportamento delituoso. Seus registros anteriores incluem acusações por tráfico de drogas, ameaça, extorsão e lesão corporal. Em um episódio anterior, ele também foi alvo de uma denúncia de estupro, feita por seu próprio filho, indicando um grave histórico de condutas criminosas.
A 24ª Delegacia de Polícia (Piedade) informou que as investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do caso e, principalmente, identificar e localizar outras possíveis vítimas que possam ter sido submetidas ao esquema de cobrança e intimidação do agiota. A polícia solicita que qualquer pessoa que tenha sido lesada por Marcelo Costa de Souza procure a delegacia para registrar a ocorrência, auxiliando na elucidação completa dos fatos e na punição dos responsáveis.