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Afegão é preso na Grécia acusado de assassinar britânica após desavenças religiosas e realizar desvios financeiros

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Um homem afegão de 26 anos foi detido em Atenas, capital da Grécia, sob a acusação de homicídio. Ele é suspeito de ter matado uma mulher britânica de 38 anos, Elisabeth-Jane Ross, alegando que ela insistia em conversas sobre o cristianismo. O corpo da vítima foi encontrado no mês passado, dentro de uma mala, em um edifício abandonado na cidade.

As investigações apontam que, além do suposto motivo religioso, o acusado teria se beneficiado financeiramente da morte de Elisabeth-Jane, utilizando seus cartões de crédito para saques e compras, e orquestrando um plano para simular que ela ainda estava viva e viajando.

Britânica Elisabeth Ross foi morta em Atenas — Foto: Reprodução/Facebook Crédito: Extra.globo.com

Detalhes da descoberta e a versão do suspeito

Elisabeth-Jane Ross, natural da Escócia, teve seu corpo localizado em uma mala, em um prédio desocupado de Atenas. A polícia grega informou que o suspeito, cuja identidade não foi divulgada, confessou à própria esposa – que era amiga da vítima – ter cometido o crime. Ele justificou o ato afirmando que a britânica constantemente tentava discutir suas crenças cristãs, o que teria gerado um conflito com o muçulmano.

A vítima havia chegado à capital grega em 26 de junho, vinda de Edimburgo. O afegão e sua esposa trabalhavam como faxineiros no mesmo edifício onde Elisabeth-Jane residia, o que facilitou o contato e, tragicamente, o acesso para o suposto crime.

A complexa estratégia para encobrir o crime

Após o assassinato, o acusado teria iniciado um elaborado esquema para ocultar tanto o corpo quanto o crime. Ele é suspeito de ter utilizado o cartão de crédito da vítima, realizando saques que totalizaram cerca de 9 mil euros (equivalente a aproximadamente R$ 53 mil) ao longo de seis dias. Inicialmente, o homem alegou ter encontrado Elisabeth-Jane já sem vida e que teria colocado o corpo na mala para se aproveitar do cartão, com a intenção de simular que ela ainda estava viva através dos gastos.

Para reforçar a farsa, o celular da britânica foi usado para enviar mensagens enganosas a familiares e amigos por até duas semanas após sua morte. As mensagens indicavam que ela precisava de um período de reclusão e desejava ficar sozinha. Em 24 de julho, uma postagem no Facebook, feita seis dias após a descoberta do corpo, anunciava que Elisabeth-Jane estaria viajando para a Turquia, intensificando a tentativa de desviar a atenção e atrasar a descoberta do ocorrido.

A investigação policial e as evidências cruciais

A identidade de Elisabeth-Jane Ross foi confirmada em 29 de julho, após a persistência das investigações. George Kalliakmanis, presidente do Sindicato dos Policiais de Attica, detalhou parte da ação do suspeito: ele teria assassinado a vítima, subtraído seu cartão bancário e transportado o corpo em uma mala ou caixa até o prédio abandonado, utilizando um carrinho. Ao perceber que a primeira mala poderia conter suas impressões digitais, o afegão teria transferido o corpo para uma segunda mala, em uma tentativa de apagar vestígios.

Durante uma busca na residência do acusado, localizada a apenas dez minutos a pé do local onde o corpo foi encontrado, a polícia apreendeu uma réplica de pistola e uma faca. Embora não houvesse ferimentos visíveis no corpo da vítima, a investigação considera a possibilidade de Elisabeth-Jane ter morrido por sufocamento dentro da mala, um detalhe crucial para o esclarecimento do caso.

O homem foi formalmente acusado de homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas, e permanece sob custódia enquanto as autoridades gregas prosseguem com o inquérito para elucidar completamente os fatos que levaram à trágica morte da cidadã britânica.