
Jogador de futebol americano de Arkansas (EUA) treinou por uma hora sem saber que tinha cobra venenosa escondida no capacete — Foto: Reprodução/Facebook(Maumelle Animal Shelter) Crédito: Extra.globo.com
Um treino de futebol americano em Maumelle, Arkansas, tomou um rumo inesperado na última quinta-feira (6/8), quando um jogador do ensino médio descobriu que havia compartilhado seu capacete com uma cobra venenosa por cerca de uma hora. O animal, uma mocassim-de-água de aproximadamente 60 centímetros, estava alojado sob o acolchoamento do equipamento de proteção do atleta.
A situação inusitada veio à tona quando o atleta adolescente começou a sentir uma sensação estranha dentro do capacete durante a atividade. A equipe de treinadores e colegas ficou em choque ao verificar o equipamento de segurança e se deparar com o réptil.
Kirk Horton, diretor de esportes da Maumelle High School, expressou sua incredulidade diante do ocorrido. Ele comparou o evento a ter mais chances de ganhar na loteria do que presenciar algo semelhante em sua década de experiência profissional no esporte.
Para remover o réptil de seu esconderijo, o capacete foi levado até uma pia, e a cobra emergiu ao ser submetida à água. Este tipo de esconderijo é particularmente incomum, conforme atestam especialistas em controle de animais.
Chris Davis, diretor do Serviço de Controle de Animais da região, confirmou a singularidade do incidente. Embora já tenha removido cobras de locais como saídas de ar de carros, motores, bolsas e mochilas, ele afirmou nunca ter encontrado uma dentro de um capacete, destacando a raridade da ocorrência.
A cobra identificada era uma mocassim-de-água (Agkistrodon piscivorus), uma espécie conhecida por sua toxicidade. Essa cobra é a segunda mais venenosa encontrada no estado do Arkansas, ficando atrás apenas da cascavel, o que elevou o nível de preocupação com a segurança do atleta.
O incidente ressalta a importância da atenção em ambientes próximos à natureza, mesmo em áreas que parecem seguras, como campos de treinamento. A rápida identificação e a remoção cuidadosa do animal garantiram a segurança do jovem e de toda a equipe, evitando um desfecho potencialmente perigoso.
Após ser capturada, a cobra foi solta em uma área de mata adequada, longe de habitações humanas, sem causar ferimentos a ninguém. A comunidade escolar respirou aliviada após a resolução do episódio.