
Aluna de escola no Arizona (EUA) ficou com hematomas após ser alvejada por ex com bolas de queimada durante aula de educação física — Foto: Reprodução Crédito: Extra.globo.com
Um jovem estudante do Arizona enfrenta acusações sérias de agressão depois de ter, supostamente, alvejado repetidamente sua ex-namorada com bolas de queimada durante uma aula de educação física. O incidente, que contou com a participação de dois amigos do acusado, resultou em ferimentos significativos que exigiram internação hospitalar da vítima.
O episódio ocorreu em dezembro do ano passado, durante o aquecimento na Mayer High School, localizada a cerca de uma hora de Phoenix. A. S., cuja identidade não foi completamente revelada devido à sua idade, mas que será julgado como adulto, nega qualquer intenção de causar dano físico à colega.
Em depoimento, o adolescente expressou surpresa com a gravidade das consequências. “Eu não achava que uma bola de queimada fosse machucar. E essas são pequenas também. Dá para apertá-las e elas comprimem, sabe?”, afirmou A. S. em entrevista recente, referindo-se à natureza aparentemente inofensiva das bolas usadas na ocasião.
A vítima foi atingida “incansavelmente” pelos três estudantes, conforme relatos, e precisou de atendimento médico. Ela foi hospitalizada com hematomas severos localizados na parte superior direita da caixa torácica e na região inferior direita do abdômen, de acordo com o boletim de ocorrência.
A seriedade do caso foi inicialmente levada às autoridades por uma assistente social. Poucos dias após o ocorrido, ela contatou o Gabinete do Xerife do Condado de Yavapai, informando que a garota havia sido “atacada implacavelmente com bolas de queimada quando saiu do banheiro”, o que sugere uma emboscada premeditada. A discrepância entre a alegação de “brincadeira” do acusado e a descrição do ataque como “implacável” e com lesões graves ressalta a importância de se avaliar a real intenção e as consequências de atos que, à primeira vista, poderiam ser minimizados.
A mãe do adolescente acusado revelou que não foi comunicada pela Mayer High School sobre o incidente ou sobre qualquer medida disciplinar aplicada ao filho. Ela afirma que A. S. nunca sofreu sanções escolares e que desconhecia que um policial havia interrogado seu filho nas dependências da escola.
A família só tomou ciência da seriedade da situação meses depois, ao receber uma notificação do Centro de Justiça Juvenil do Condado de Yavapai, que formalizava a acusação de agressão. Este lapso na comunicação levanta questionamentos sobre os protocolos da instituição de ensino em casos de violência entre alunos e a transparência no manejo de incidentes graves no ambiente escolar.